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Business Intelligence – BI

Business Intelligence – BI

Estamos vivendo um momento tecnológico no qual temos a oportunidade de participarmos de uma verdadeira revolução. Os conceitos de bens, crescimento e de expansão sofreram uma grande modificação.

Com o advento da globalização ficou praticamente inadmissível ficar desinformado. O mundo no geral ficou mais competitivo, as empresas e clientes, ficaram muito ágeis e exigentes, por isso, iremos descrever a importância do tratamento e do sincronismo das informações, para apoio as decisões e manter as empresas competitivas.
As empresas fazem parte do mundo dos negócios e esse visa lucro, o retorno dos capitais investidos no menor tempo possível. Numa esfera altamente competitiva como esta, as informações assumem um papel fundamental no sucesso dessa empreitada. Em face a enorme quantidade de informações que são despejadas sobre nós diariamente, necessitamos de critérios para selecionarmos e organizarmos os dados que nos interessam. Como não poderia deixar de ser, os sistemas de informações, prestam uma grande contribuição nesse sentido. Esse sistema proporciona lucros quando permite que uma maior quantidade de bens sejam produzidos, uma maior quantidade de clientes sejam atendidos, a satisfação e fidelização dos mesmos sejam conquistadas, e finalmente, permite uma melhor alocação dos recursos disponíveis gerando economia, e conseqüentemente maximização dos lucros.
O mais interessante nesse processo é que na medida que informática foi evoluindo, foram surgindo nas empresas sistemas que pudessem atender suas demandas internas. As grandes e médias corporações, queriam aproveitar a informática para aumentar seus controles, por isso, cada departamento teve a iniciativa de fazer algum sistema que permitisse controlar o que estava sendo feito. Porém na maioria das vezes, esqueceram-se dos preceitos básicos de um sistema de informações, que são os dados modelados, resguardados e também disponibilizados.
O que mais encontramos, são sistemas, que as vezes estão com dados modelados, mas não tem integridade ou documentação, e a disponibilização dos mesmos fica impossível. Quando ocorre, as inconsistências são muito grandes, fato que direciona o tomador de decisão a deixar de lado o seu sistema, e embasar suas decisões na sua experiência de mercado. Observando essa dificuldade, surgiu o conceito de Data Warehouse que passaremos a descrever agora.
Segundo William Inmon, considerado o pai da tecnologia, Data Warehouse é um conjunto de dados orientado por assuntos, não volátil, variável com o tempo e integrado, criados para dar suporte à decisão.
A orientação por assunto, nada mais é do que o direcionamento que se dá da visão que será disponibilizada, do negócio da empresa, por exemplo: numa empresa de telecom, o principal assunto é o cliente, e esses clientes podem ser, residenciais, empresas, telefonia pública, etc. Então, quando um arquiteto de Warehouse for desenhar o modelo do mesmo, deve levar em consideração essas premissas, e dividir as visões de acordo com o que o decisor quer ver. Observe que tudo irá girar em torno dos assuntos, seja qual for a visão que se quer ter, ou seja, a visão financeira da empresa, também irá girar em torno disso, seja a inadimplência, o faturamento, a lucratividade, etc.
A volatilidade refere-se ao Warehouse não sofrer modificações como nos sistemas tradicionais, por exemplo:
No sistema de faturamento de uma empresa, todos dias temos inclusões e alterações, de novos clientes, novos produtos e consumo. Já no Warehouse, acontecem somente cargas de dados e consultas, ou seja, falando tecnicamente, há somente selects e inserts, e não há updates. Em resumo, num sistema de apoio à decisão existem basicamente duas operações, a carga e consulta, nada mais que isso.
Variável com o tempo, é uma característica ímpar no Warehouse. Ele sempre retrata a situação que estamos analisando, num determinado ponto do tempo, e nesse caso, gosto de utilizar a analogia com as fotografias. Pegue uma fotografia sua, quando recém nascido, depois, pegue outra quando você tinha 5 anos, e compare. Com certeza muitas modificações ocorreram, mas ela retrata exatamente a sua situação naquele exato momento do tempo, e isso acontece da mesma forma com o Data Warehouse. Nós guardamos fotografias dos assuntos em determinados pontos do tempo, e com isso é possível poder traçar uma análise histórica e comparativa entre os fatos.
A integração talvez seja a parte mais importante desse processo, pois ela será responsável por sincronizar os dados de todos os sistemas existentes na empresa, e colocá-los no mesmo padrão. Como sabemos, o Warehouse extrai dados de vários sistemas da empresa, e em alguns casos, dados externos, como a cotação do dólar. Porém, geralmente os dados não estão padronizados, devido aos problemas que citamos acima, e é necessário integrar antes de carregarmos no DW. Um exemplo clássico é o do sexo, onde num sistema esse dado está guardado no formato M para masculino, e F para feminino, já no outro, o mesmo dado está guardado, como 0 para masculino e 1 para feminino. Isso geraria um grande problema na hora da análise, porém na fase de ETL (Extração, Transformação e Carga), isso tudo vira uma coisa só, ou seja, todos os formatos são convertidos num único padrão, que é decidido com o usuário final e então carregado no Warehouse.
Como pudemos ver o Warehouse permite ter uma base de dados integrada e histórica, para análise dos dados, e isso pode e deve se tornar um diferencial competitivo para as empresas. Tendo uma ferramenta desse porte na mão, o executivo pode decidir com muito mais eficiência e eficácia. As decisões serão embasadas em fatos, e não em intuições, poderão ser descobertos novos mercados, novas oportunidades, novos produtos, pode-se criar uma relação mais próxima com o cliente, pois a empresa terá todas as informações sobre ele, a simples cliques de mouse, identificar insatisfações, com seus produtos e serviços, e serem melhoradas.
O maior beneficiado com um Warehouse geralmente é o departamento de vendas. Qual é o diretor comercial que não gostaria de saber rapidamente, se o market share de sua empresa evoluiu no último semestre ? Se após a implementação da nova estratégia de vendas, a empresa aumentou a participação no mercado ? Se o nível de receita tem aumentado, ou se mantido ?
Obtendo essas informações rapidamente e de forma estruturada, a empresa sairá na frente, descobrindo os problemas com seus produtos possibilitando corrigi-los com mais velocidade, irá saber se seus clientes estão satisfeitos e poderá definir novas estratégias para expansão no mercado. Numa economia globalizada e veloz como a nossa, essas tecnologias são um grande diferencial competitivo, e nós já temos vários casos de sucesso, aplicando-as.
Mas o ponto mais importante nessa mistura de tecnologias, é da empresa poder direcionar todo seu capital intelectual, para a sua devida função, que é pensar. Os gerentes e diretores, poderão ter as informações rapidamente, e também terão mais tempo para melhorarem todos seus processos e analisarem mais os seus dados, que depois de armazenados num Warehouse, deixarão de serem dados, e passarão a ser valiosas informações. Aí a TI (Tecnologia da Informação) estará exercendo seu grande papel, que é o de fornecer informações de qualidade, e deixar de ser uma amontoadora de dados.

Ivã Cielo

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